Por muito tempo na minha jornada, o foco esteve quase que exclusivamente no corpo. Exames, tratamentos, efeitos colaterais. Era uma batalha física, travada em um campo de batalha visível para ter hábitos anticâncer.
Mas a verdade, que aprendi com o tempo e com muita introspecção, é que a guerra não acontece apenas na matéria. Existe um universo inteiro dentro de nós, uma conexão profunda entre o que pensamos, sentimos e cremos.
Descobri que cultivar a saúde é um ato integral, que vai muito além da dieta e do exercício. Foi nessa busca que comecei a construir o que chamo de hábitos anticâncer: práticas diárias que nutrem não só o corpo, mas também a mente e o espírito.

A força da mente nos Hábitos Anticâncer
Nossa mente é como um jardim. Se permitirmos, as ervas daninhas do medo, da ansiedade e do estresse crônico podem tomar conta, criando um ambiente interno tóxico e inflamado.
O estresse constante, por exemplo, libera hormônios como o cortisol, que, em excesso, podem suprimir nosso sistema imunológico. E um sistema imune enfraquecido é tudo o que não queremos, seja na prevenção ou durante um tratamento.
Compreender isso foi libertador. Percebi que eu tinha o poder de escolher quais sementes regar no meu jardim mental.

Nutrindo pensamentos positivos
Isso não significa ignorar a dor ou fingir que tudo está bem. Longe disso. Significa escolher ativamente onde colocar o foco.
Comecei um diário de gratidão. Todas as noites, antes de dormir, eu anotava três coisas pelas quais era grata naquele dia. Podia ser algo simples, como o calor do sol no rosto ou uma conversa boa.
Essa prática simples começou a reconfigurar meu cérebro para procurar o que era bom, mesmo em meio ao caos. A gratidão se tornou um dos meus mais poderosos hábitos anticâncer.
O poder da visualização curativa
Outra ferramenta que incorporei foi a visualização. Fechava os olhos e imaginava minhas células de defesa fortes e ativas, trabalhando em harmonia para restaurar a saúde do meu corpo.
Visualizava a medicação agindo de forma inteligente, apenas onde era necessário. Essa prática mental me dava uma sensação de agência, de participação ativa no meu processo de cura.
Meditação e mindfulness como Hábitos Anticâncer
Se a mente é um jardim, a meditação é a jardinagem. É o ato de sentar-se, observar os pensamentos sem julgamento e, gentilmente, arrancar as ervas daninhas.
No início, eu achava que meditar era “não pensar em nada”. Que frustração! Minha mente parecia um macaco pulando de galho em galho.
Com a prática, e com a ajuda de aplicativos e meditações guiadas, entendi que o objetivo não é silenciar a mente, mas observá-la.

Mindfulness, ou atenção plena, é trazer essa qualidade de observação para o dia a dia. É tomar banho sentindo a água, comer sentindo o sabor, caminhar sentindo os pés no chão.
Essa presença me ancorava no agora, diminuindo a ansiedade sobre o futuro e o peso do passado. Praticar mindfulness se tornou um pilar para o meu “bem-estar holístico câncer”.
Exercícios para o corpo e a mente: combinando Hábitos Anticâncer
O movimento é vida. E quando falamos em hábitos anticâncer, o exercício físico é um protagonista. Ele ajuda a controlar o peso, melhora a imunidade e libera endorfinas, nossos analgésicos naturais.
Mas eu descobri que podia potencializar ainda mais esses benefícios quando unia o movimento à intenção.
Yoga: união e equilíbrio
A prática de Yoga foi transformadora. Não se tratava de fazer posturas acrobáticas, mas de conectar respiração, corpo e mente.

Cada movimento era uma meditação. Cada respiração, uma forma de enviar oxigênio e energia para minhas células. A Yoga me ensinou a respeitar os limites do meu corpo, a ser gentil e, ao mesmo tempo, forte.
Caminhadas na natureza
Troquei a esteira da academia por caminhadas no parque. Sentir a terra sob os pés, o ar fresco, o som dos pássaros… tudo isso tinha um efeito calmante e rejuvenescedor.
A natureza nos lembra dos ciclos, da resiliência, da beleza que existe na impermanência. Caminhar ao ar livre se tornou uma terapia para o corpo e para a alma.
Como integrar Hábitos Anticâncer de bem-estar espiritual
Espiritualidade, para mim, não tem a ver necessariamente com religião. Tem a ver com conexão. Conexão com algo maior que eu, com o meu propósito, com a minha essência.
Durante o enfrentamento, essa busca por sentido se tornou ainda mais vital.
A doença me forçou a parar e perguntar: “O que realmente importa?”. As respostas que encontrei me guiaram para uma vida com mais propósito e significado.
Passei a me dedicar a projetos que faziam meu coração vibrar, como o “Das Coisas que tenho aprendido”. Compartilhar minha história e ajudar outras pessoas se tornou minha maior fonte de força espiritual.
A jornada de cura é uma espiral. Cuidamos do corpo, que acalma a mente. Cuidamos da mente, que eleva o espírito. Cuidamos do espírito, que dá força ao corpo.
Não há pílula mágica. O que existe é a construção diária, consciente e amorosa de uma vida que promova a saúde em todas as suas dimensões. É sobre integrar, pouco a pouco, esses hábitos anticâncer que nos reconectam com a nossa potência de vida. Falo também sobre isso, de forma mais aprofundada, no meu livro, Enfrentando o Câncer com Leveza, onde conto sobre como consegui transformar minha vida nesse momento tão difícil.
Se você sente que precisa de ajuda para construir essa rotina de hábitos anticâncer e encontrar as práticas que mais ressoam com você, a minha mentoria foi desenhada para isso. Vamos juntas criar um plano de ação para o seu corpo, sua mente e seu espírito. Clique aqui e saiba mais sobre a mentoria para pacientes oncológicos.





